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Brasil

Operação da PF mira grupo que mandava brasileiras a Israel para prostituição

Justiça Federal determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos investigados de até R$ 10 milhões

Por | Publicado em: 05/11/2026 10:53:37 | Fonte: Revista Oeste

Operação da PF mira grupo que mandava brasileiras a Israel para prostituição
Agentes da PF cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Ananindeua (PA), além de outro mandado de busca e apreensão em Goiânia | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 4, a Operação Dirty Dancing, que desarticulou uma organização criminosa que recrutava mulheres brasileiras para exploração sexual em Israel. 

De acordo com a PF, o grupo também é investigado por promover a entrada irregular dessas mulheres em outros países e reter parte dos valores obtidos com a atividade.

Os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Ananindeua (PA), além de outro mandado de busca e apreensão em Goiânia.

A Justiça Federal determinou ainda o o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos investigados de até R$ 10 milhões, a suspensão das atividades de duas empresas vinculadas a uma das investigadas que foi presa, além de apreensão de passaportes, monitoramento eletrônico e proibição de saída do país para dois suspeitos.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, que começaram em fevereiro do ano passado a partir de informações compartilhadas pelas autoridades policiais de Israel, a líder da organização usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior. 

O grupo, então, providenciava deslocamento e hospedagem das vítimas e mantinha operadores no Brasil responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes.

Segundo a PF, as investigações indicam que os valores obtidos no exterior eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por intermédio de brasileiros residentes fora do país, que atuariam em um esquema clandestino de câmbio.

A principal investigada na operação teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. De acordo com a PF, o grupo teria atuado de forma contínua e movimentado uma estrutura voltada à exploração de mulheres brasileiras em diversos países.

“Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio”, informou a PF em nota. 

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