Justiça concede liberdade provisória a ex-CEO da Hurb
As medidas cautelares contra João Ricardo Rangel surgiram depois de sua prisão em flagrante por furto de obras de arte
Por | Publicado em: 07/01/2026 13:51:55 | Fonte: Revista Oeste
Depois de participar de uma audiência de custódia nesta terça-feira 6, João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, recebeu liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). A decisão determina que ele deve cumprir medidas cautelares para permanecer em liberdade.
Entre as restrições impostas estão a obrigação de comparecer mensalmente ao juízo até o quinto dia útil, no fórum de sua comarca; não sair da cidade onde mora sem autorização judicial; recolher-se em casa diariamente a partir das 19h; não frequentar locais que vendam bebida alcoólica; e não voltar a ser preso.
Essas condições atendem à solicitação do Ministério Público, que também considerou o fato de João Ricardo já estar sob monitoramento eletrônico em outro processo, em tramitação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), razão pela qual o juiz não determinou o uso de nova tornozeleira neste caso.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu a prisão preventiva do ex-CEO na terça-feira 6, alegando descumprimento das medidas cautelares.
A polícia prendeu o empresário na segunda-feira 5, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, por tentativa de uso de documento falso e por estar com a tornozeleira eletrônica descarregada.
Na solicitação feita à Justiça, a Promotoria afirmou que “o episódio no aeroporto, somado à ausência de apresentação de relatórios médicos desde setembro, demonstra o descumprimento frequente das obrigações judiciais”.
Histórico de acusações contra o ex-CEO da Hurb
As medidas cautelares contra João Ricardo surgiram depois de a Polícia Civil prendê-lo em flagrante no começo de 2025, por furto de obras de arte em um hotel de luxo e em um escritório de arquitetura na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde os agentes o localizaram em uma cobertura.
Em maio de 2025, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou João Ricardo por furto qualificado e adulteração de identificação veicular, reiterando o pedido para manter sua prisão.
Ele chegou a cumprir prisão preventiva, mas posteriormente teve a pena convertida em medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico e a obrigatoriedade de relatórios médicos mensais.