A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto em centenas de municípios paulistas, registrou um lucro líquido ajustado bilionário no terceiro trimestre deste ano.
De acordo com os resultados financeiros da companhia divulgados nesta quinta-feira, 5, o lucro da Sabesp no período entre julho e setembro de 2026 foi de R$ 1,1 bilhão. O resultado representa uma queda de 13,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
Segundo a Sabesp, o desempenho no terceiro trimestre refletiu a piora do resultado financeiro líquido, que registrou aumento de 74% nas despesas, para R$ 1,3 bilhão.
O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 3,64 bilhões, uma alta anual de 15,2%. Já a receita líquida ajustada foi de R$ 5,95 bilhões, um crescimento de 9% na comparação com o mesmo período de 2025.
Outros dados
Ainda de acordo com o balanço da Sabesp, o valor de consumo residencial foi de 945 milhões de metros cúbicos (m³), uma alta de 1,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
A tarifa média residencial entre julho e outubro foi de R$ 4,32 por metro cúbico, um aumento de 7% na base anual. A tarifa comercial ficou em R$ 16,14/m³, alta de 6,7%, enquanto a tarifa industrial foi de R$ 22,06/m³, um crescimento de 13,1%.
A economia com salários, encargos e benefícios e obrigações previdenciárias foi de 21,4% (R$ 147 milhões), informou a empresa. O maior aumento de despesas foi em energia elétrica (37,2%), gerando perdas de R$ 112 milhões além do já desembolsado no terceiro trimestre do ano passado.
Sabesp foi privatizada em 2024
A Sabesp foi privatizada em julho de 2024 pelo governo do Estado de São Paulo, no segundo ano do primeiro mandato de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do Palácio dos Bandeirantes.
O governo paulista deixou de ser o acionista majoritário da empresa, reduzindo sua participação de 50,3% para cerca de 18%. O Grupo Equatorial Energia se tornou o acionista de referência, com 15% das ações, e o restante foi distribuído no mercado financeiro.
O plano de privatização prevê investimentos de R$ 69 bilhões até 2029 para antecipar a universalização da água e do esgoto. Houve uma redução tarifária imediata de 10% para clientes de baixa renda, 1% para residências e 0,5% para comércios e indústrias.