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Política

Vereadora aciona Conselho de Ética por 'misoginia' de colega do Psol

Rick Azevedo chamou Alana Passos de 'fracassada' e 'minúscula' em plenário na Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Por | Publicado em: 06/11/2026 14:24:49 | Fonte: Revista Oeste

Vereadora aciona Conselho de Ética por 'misoginia' de colega do Psol
Alana Passos (PL) é suplente de Carlos Bolsonaro na Câmara do Rio | Foto: Câmara Municipal do Rio de Janeiro/Divulgação

A vereadora Alana Passos (PL) pediu nesta quinta-feira, 5, que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio de Janeiro analise a conduta do vereador Rick Azevedo (Psol), classificada por ela como “misógina”. O colega a chamou de “fracassada” e “minúscula” em um bate-boca no plenário, no fim da sessão.

Em ofício ao presidente da Câmara, Carlo Caiado, a parlamentar classifica o episódio como “uma clara, uma explícita manifestação de misoginia”. Rick é fundador do movimento Vida Além do Trabalho, que defende o fim da escala 6×1.

O confronto começou durante um discurso de Rick sobre o fim da escala 6×1. O vereador deixou as críticas ao PL e passou a mirar diretamente Alana.

Fachada da Câmara Municipal do Rio de Janeiro | Foto: Divulgação/Câmara do RJ

“Vossa excelência vai ter que se candidatar, fazer uma campanha melhor porque foi um fracasso, se eleger como deputada federal e aí, quem sabe, eu vou dar palco para a senhora”, afirmou. “A senhora vai ficar assim, brigando sozinha, brigando com o inimigo invisível porque aqui não tem ninguém inimigo da senhora, ninguém liga para a senhora.”

Rick também acusou a vereadora de hipocrisia e cinismo e questionou a posição dela sobre os direitos das famílias trabalhadoras. A discussão continuou depois de encerrada a sessão. Um vídeo registra o vereador de pé, entre as bancadas do plenário, gesticulando em direção a Alana.

Segundo o ofício, divergências políticas “foram conduzidas ao terreno pessoal”. “A transformação do contraditório parlamentar em ataques pessoais e manifestações depreciativas contra outro representante eleito não pode ser naturalizada como simples manifestação de divergência ideológica”, escreveu Alana.

Alana Passos tem outras acusações de misoginia contra Psolista

A vereadora cita a repetição das ofensas como um dos motivos do pedido. Em outra ocasião, Rick publicou um vídeo em que a chamou de “porca” e “escravocrata”.

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Esta também não é a primeira vez que Alana leva o colega à Presidência da Câmara. Em 29 de setembro, ela enviou um ofício sobre denúncias divulgadas publicamente contra Rick, que envolvem suposto assédio moral, perseguição a funcionários e uso indevido da estrutura do gabinete.

No novo pedido, a vereadora menciona a resolução da Câmara que considera incompatível com o decoro o uso de palavras ou gestos que firam a dignidade do mandato de outros vereadores. Agora cabe à Presidência encaminhar o caso ao conselho, que vai avaliar se houve quebra de decoro.

Na mesma sessão, Alana havia apresentado na tribuna denúncias de possível assédio eleitoral contra servidores da Prefeitura do Rio. Com base em relatos publicados pela página Campo Grande ao Vivo, ela afirmou que professores estariam sendo pressionados a comparecer a um show de Diogo Nogueira com finalidade política.

A vereadora anunciou a coleta de assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso. “Eu, como vereadora, não posso ficar omissa a essa situação”, disse. “Nós temos que trabalhar e mostrar para que, de fato, viemos.”

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